Justiça nega habeas corpus e réu por morte de gari vai a júri popular

A Justiça de Minas Gerais decidiu manter preso Renê da Silva Nogueira Júnior, ao negar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa na quinta-feira (9). Ele é acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, em Belo Horizonte.

No mesmo dia, a Polícia Civil prorrogou por mais 60 dias o afastamento da delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa do acusado, que está licenciada desde agosto de 2025.

Os advogados sustentaram que houve constrangimento ilegal e pediram a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. O pedido foi rejeitado pelos desembargadores da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que levaram em conta a gravidade do crime e a repercussão social do caso.

Renê foi pronunciado e responderá a júri popular. Segundo a investigação, ele atirou contra o gari após se irritar com um caminhão de lixo que dificultava a passagem de veículos no Vista Alegre, na Região Oeste da capital mineira.

Câmeras de segurança registraram a ação. Nas imagens, o acusado aparece armado, discutindo com trabalhadores e, em seguida, efetuando o disparo.

A arma utilizada pertence à delegada Ana Paula Lamego Balbino. Desde o crime, ela permanece afastada das funções e, com a nova licença, se aproxima de dez meses fora do cargo, recebendo salário integral.