Uma nova onda de ataques atingiu Teerã nesta quinta-feira (5), após operações militares conduzidas por Israel contra estruturas que, segundo o governo israelense, pertencem às autoridades do Irã. Em reação, mísseis iranianos foram disparados e levaram milhões de moradores israelenses a procurar abrigos antiaéreos.
O confronto ocorre no sexto dia da guerra envolvendo o Irã e os Estados Unidos e já ultrapassa os limites do Golfo Pérsico. O avanço das hostilidades provocou instabilidade nos mercados globais e gerou uma corrida de turistas e residentes para deixar o Oriente Médio.
A tensão aumentou ainda mais após o naufrágio de uma fragata iraniana nas proximidades do Sri Lanka. O governo de Teerã classificou o episódio como um ataque injustificado em águas internacionais. A embarcação Dena transportava quase 130 tripulantes e o incidente deixou pelo menos 80 mortos.
O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Kioumars Heydari, declarou que o Irã pretende enfrentar forças norte-americanas em qualquer região onde estejam presentes. A declaração foi transmitida pela televisão estatal iraniana.
Em outro desdobramento, a Guarda Revolucionária afirmou ter atingido um petroleiro dos Estados Unidos no norte do Golfo e anunciou que, em cenário de guerra, o controle do Estreito de Ormuz passaria a ser exercido pela República Islâmica.
A situação ganhou dimensão internacional após a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) interceptar um míssil balístico que teria sido disparado em direção à Turquia. O governo iraniano, entretanto, negou qualquer ataque ao território turco.
Nos Estados Unidos, parlamentares republicanos rejeitaram uma proposta que buscava limitar a atuação militar do presidente Donald Trump contra o Irã. Com a decisão, o governo norte-americano mantém liberdade para continuar as operações militares.
Em conversa telefônica com o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou o apoio norte-americano às ações militares de Israel.








