A Justiça de Minas Gerais condenou o ex-padre Bernardino Batista dos Santos, de 78 anos, a 24 anos e nove meses de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável. A sentença reconhece crimes cometidos contra mais de 60 vítimas ao longo de décadas. Além da pena, o réu foi condenado ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.
De acordo com as investigações, os abusos tiveram início por volta de 1975 e ocorreram principalmente em uma fazenda no município de Tiros, na região do Alto Paranaíba. As vítimas tinham entre três e 11 anos de idade. A Polícia Civil aponta que o último caso teria sido registrado em 2016, quando uma criança de três anos foi abusada durante a realização de um casamento em uma propriedade rural.
A denúncia que desencadeou o inquérito foi formalizada em 9 de agosto de 2024. Bernardino acabou preso em 23 de outubro do mesmo ano, mas deixou o sistema prisional pouco mais de um mês depois, após decisão judicial que autorizou a liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica. Desde 28 de novembro de 2024, ele respondia ao processo em liberdade.
Além dos episódios investigados no município de Tiros, há relatos de que outras crianças também tenham sido vítimas quando Bernardino atuava como diretor de uma escola infantil e pároco da Paróquia Nossa Senhora Medianeira e Santa Luzia, na Região Leste de Belo Horizonte.
O ex-padre foi afastado das funções religiosas em 2021, após a Arquidiocese de Belo Horizonte receber denúncias relacionadas aos abusos. O caso segue repercutindo e novas apurações não estão descartadas pelas autoridades.








