Um ataque a tiros registrado na madrugada deste domingo (1º) em Austin, no Texas, terminou com três mortos e 14 feridos. O Federal Bureau of Investigation (FBI) trata o caso como um “potencial ato de terrorismo”. Entre as vítimas fatais está o próprio autor dos disparos, morto após confronto com policiais.
A ocorrência foi registrada por volta das 2h, em uma região conhecida pela concentração de bares frequentados por universitários. Dos 14 feridos encaminhados a hospitais, ao menos três seguem em estado crítico. As autoridades ainda não divulgaram os nomes das vítimas nem do suspeito.
Durante coletiva na sede do Departamento de Polícia local, o agente especial Alex Doran afirmou que a motivação do crime ainda não foi esclarecida. Segundo ele, elementos encontrados ligados ao suspeito e ao veículo utilizado indicam possível relação com terrorismo. A força-tarefa conjunta de combate ao terrorismo do FBI já atua nas investigações.
O episódio acontece em meio ao reforço de alertas de segurança nos Estados Unidos, após recentes operações conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei. A informação foi confirmada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que declarou que o presidente Donald Trump foi comunicado sobre o caso. Até a última atualização, ele não havia se pronunciado.
De acordo com o jornal The Guardian, o atirador dirigia um SUV e teria circulado o quarteirão diversas vezes antes de iniciar os disparos. Testemunhas relataram que ele atirou de dentro do veículo e, em seguida, saiu do carro e continuou a ação contra pedestres. A chefe da polícia, Lisa Davis, informou que equipes chegaram ao local menos de um minuto após a primeira chamada de emergência. Ao se depararem com o suspeito armado, três agentes reagiram e o atingiram.
O prefeito de Austin, Kirk Watson, destacou a rapidez da resposta policial e dos serviços de emergência, afirmando que a atuação foi decisiva para evitar um número maior de vítimas. Em publicação nas redes sociais, ele confirmou o envolvimento de autoridades federais na apuração.
Moradores e trabalhadores da região relataram momentos de pânico. Jeremiah Carbajal, que atua em um prédio próximo, descreveu a cena como marcada por gritos e correria. Um ex-gerente de um dos estabelecimentos afirmou que todos os funcionários sobreviveram.
Na mesma madrugada, outro tiroteio deixou ao menos nove feridos em Cincinnati. Segundo dados do Gun Violence Archive, os Estados Unidos contabilizam 56 ocorrências classificadas como tiroteios em massa nos primeiros meses deste ano.








