Assessor de Daniel Almeida vira réu por violência política de gênero contra vereadora

A Justiça Eleitoral do Amazonas deu andamento, na quarta-feira (3), ao processo contra Manoel Filizola Júnior, assessor do deputado estadual Daniel Almeida (Avante), após o TRE-AM aceitar a denúncia do MPE-AM por violência política de gênero. O caso envolve supostos atos de intimidação e perseguição praticados contra a vereadora Professora Jacqueline (União Brasil) durante o processo eleitoral de 2024, com o objetivo de atrapalhar sua campanha e o exercício do mandato.

Os fatos descritos no inquérito apontam que o acusado teria promovido ações de constrangimento na porta da residência da parlamentar, situada na comunidade Ramal Água Branca, no km 32 da AM-010. Entre os episódios relatados estão a realização de carreatas com barulho intenso e a soltura de fogos de artifício no local. O ponto mais grave da denúncia é a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que o próprio denunciado aparece destruindo o muro da casa da vereadora com uma marreta, danificando materiais da campanha adversária.

O MPE-AM entendeu que os atos foram motivados por discriminação em razão do gênero da vítima. Durante a investigação da DERCC, Manoel Júnior reconheceu a autoria do vídeo, justificando a ação com base em divergências políticas. Com respaldo em provas documentais, a delegacia o indiciou ao final do inquérito.

Nem o acusado nem a assessoria do deputado Daniel Almeida se manifestaram sobre o caso. O gabinete do parlamentar também está no centro de outra controvérsia: a ex-assessora Kamila Fernanda, apontada como companheira do policial militar acusado de estupro Osvaldo Lima da Silva, foi citada em investigações por suposta coação à vítima e exonerada do cargo após o caso virem público.