A família de Lucas Gomes, jovem que morreu em um acidente de trânsito no último domingo (4), no município de Barreirinha, no interior do Amazonas, cobra justiça e esclarecimentos sobre as circunstâncias do ocorrido. Segundo os familiares, haveria a participação de membros da família do prefeito Darlan Taveira no acidente.
As denúncias foram feitas publicamente pelas irmãs da vítima, Luciana Gomes e Patrícia Gomes, em entrevista ao site AmEmPauta. Elas relataram indignação com a condução do caso e a dificuldade de acesso a informações oficiais desde as primeiras horas após o acidente.
De acordo com as irmãs, o acidente teria ocorrido por volta das 22h. A família afirma que foi informada da morte de Lucas por meio de uma ligação feita do celular do próprio jovem, quando o corpo já estava sendo retirado do local. Elas alegam que não tiveram a oportunidade de reconhecer o corpo no hospital, sendo o reconhecimento realizado apenas em uma funerária.
Ainda segundo a família, o corpo chegou à funerária sem documentação e sem a declaração de óbito, que só foi emitida na terça-feira (6), por volta das 11h, no dia do sepultamento.
Durante a entrevista, as irmãs afirmaram que testemunhas teriam receio de falar sobre o caso e que publicações relacionadas ao acidente estariam sendo apagadas das redes sociais. Elas também relataram que, ao buscar informações no município, ouviram que a condutora do veículo envolvido no acidente seria cunhada do prefeito de Barreirinha, e que a filha dele estaria no banco do passageiro.
Segundo a família, apesar desses relatos circularem na cidade, apenas o nome de Lucas foi divulgado publicamente. “Só o nosso irmão aparece como se ele tivesse provocado o acidente sozinho”, afirmaram.
As irmãs relataram ainda dificuldades para registrar um segundo boletim de ocorrência e reforçaram que não irão desistir até que o caso seja totalmente esclarecido.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Barreirinha informou, por meio de sua assessoria, que só irá se pronunciar após a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil no município. A reportagem tentou contato com a Polícia Civil de Barreirinha, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.








