Manaus – A defesa da investigadora da Polícia Civil, que se entregou nesta semana após a expedição de um mandado de prisão, denuncia que está sendo impedida de ter acesso aos autos do processo. Segundo os advogados, já se passaram cinco dias desde a formalização do pedido, sem qualquer retorno por parte da autoridade judicial.
De acordo com a defesa, a situação inviabiliza o exercício pleno da ampla defesa e do contraditório, garantias constitucionais asseguradas a qualquer cidadão, sobretudo em matéria criminal. Os advogados destacam que já foi protocolado pedido de revogação da prisão, mas, sem acesso ao inquérito, não há como rebater tecnicamente as acusações.
“Se a investigação não está concluída, não há fundamento para manter a investigadora presa. Caso contrário, é ainda mais grave, pois significa que ela permanece custodiada sem base concreta nos autos”, afirmaram os representantes legais.
Outro ponto levantado pela defesa é que a denunciante do caso possui antecedentes por estelionato, o que, segundo os advogados, deve ser considerado na análise da credibilidade das acusações.
O caso tem repercutido nos bastidores da Polícia Civil e na sociedade amazonense, levantando questionamentos sobre a legalidade do procedimento e a transparência da condução da investigação.
A defesa reforça que continuará insistindo junto ao Poder Judiciário pelo acesso integral aos autos, para que possa exercer o direito de defesa da investigadora de forma justa e equilibrada.








