A Prefeitura de Manaus está em estado de paralisia nesta sexta-feira (20), após a deflagração da Operação “Erga Omnes” e a prisão de agentes públicos com supostas ligações com o crime organizado.
E-mails internos obtidos por este portal, enviados logo nas primeiras horas da manhã, confirmam o cancelamento em série de pautas do Prefeito David Almeida (Avante), evidenciando o impacto direto do escândalo na gestão municipal.

Registros de comunicação interna da prefeitura, datados das 07:52, 07:57 e 08:04, trazem a mensagem alarmante: “!! PAUTA CANCELADA !! Prefeito David Alm…”. A repetição do aviso, em um curto espaço de tempo, demonstra a urgência e a gravidade da situação que levou ao “apagão” administrativo.
Um vídeo que circula nas redes sociais, e que foi analisado por nossa equipe, contextualiza o cenário de caos. Nele, o Capitão Alberto Neto afirma que a situação é uma “bomba vergonhosa para o povo do amazonense”, ligando diretamente a Prefeitura de Manaus ao Comando Vermelho (CV). O vídeo destaca a prisão de Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete de David Almeida e atual servidora da Comissão Municipal de Licitação (CML), como o estopim da crise.
A Operação “Erga Omnes” visa desarticular uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, e a prisão de Anabela Freitas, apontada como integrante do “núcleo político” da facção, reforça as suspeitas de infiltração do crime organizado na administração municipal. O vídeo ressalta que “quando uma servidora pública é suspeita de ligação com facção, não é mais só uma questão policial, é institucional, é político, é eleitoral.”
Investigações da imprensa nacional e relatórios de inteligência apontam graves indícios de ligação entre o Prefeito de Manaus, David Almeida, e a facção criminosa Comando Vermelho (CV). As apurações revelam que, durante a campanha eleitoral de 2020, cerca de R$ 70 mil teriam sido destinados a líderes da organização em troca de apoio em regiões controladas pelo tráfico. Mensagens interceptadas em celulares de criminosos sugerem a participação direta de assessores do núcleo político do prefeito em negociações para garantir votos, configurando tratativas consideradas antirrepublicanas e ilegais.
As investigações seguem em andamento com o bloqueio de contas e quebras de sigilo, colocando em xeque a ética e a legalidade da atual gestão municipal diante do avanço das facções no poder público.








